Um dia uma criança observava sua mãe que – ao se despedir do filho mais velho, o qual deixava o interior com destino à capital em busca de trabalho – lhe fazia recomendações com respeito aos perigos que possivelmente pudesse encontrar. A recomendação que mais lhe chamou a atenção foi quando ela disse com voz firme, segura, passando a seu irmão uma certeza enorme do que estava falando. O olhar expressivo e os gestos fortes dela garantiam o que aconselhava:
– Meu filho, se perceber algum perigo, se notar que corre risco, pelo amor de Deus, procure um policial, um soldado. Na cidade grande costuma ter sempre um por perto. Não vacile. Corra para perto dele. Tenha a certeza de que ele irá te proteger.
Então o rapaz beijou o rosto da mãe e, em seguida, pegou no colo o irmãozinho, abraçou-o e partiu.
À medida que se distanciava, os soluços da mãe ficavam mais altos. Foi aí que o pequenino segurou-lhe a mão e disse:
– Chore não, mãezinha. Lá na capital tem muito soldado!
Sabe, soldado, diante de uma história dessas, podemos perceber quanto você é importante, o tamanho de sua responsabilidade, quanto esperam de você. Por isso as pessoas o vêem como um salva-vidas, um protetor e muito mais; poucas lhe agradecem ou elogiam quando presta bons serviços. Muitas o censuram e cobram pelo menor deslize. Mas não se preocupe. Aliás, quem enfrenta tantos perigos e vive com um baixo salário como o seu, com certeza não se abalará com a maledicência daqueles que só criticam sem observar quanto você é valioso e um grande ser humano.
Estamos orando por você, clamando a Deus que lá do céu mande soldados celestiais para protegê-lo também.
Parabéns pelo seu dia e felicidades em toda sua vida. Você será sempre nosso herói.
O Dia do Soldado é instituído em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército brasileiro, nascido em 25 de agosto de 1803.
Luís Alves de Lima e Silva
Com pouco mais de 20 anos já é capitão e, aos 40, marechal-de-campo. Entra na História como “o pacificador” e sufoca muitas rebeliões contra o Império. Comanda as forças brasileiras na Guerra do Paraguai, vencida pela aliança Brasil-Argentina-Uruguai em janeiro de 1869, com um saldo de mais de 1 milhão de paraguaios mortos (cerca de 80% da população). Depois da guerra, Lima e Silva é elevado à condição de duque de Caxias — o mais alto título de nobreza concedido pelo imperador.
Letra: Ten Cel Alberto Augusto Martins
Música: T. de Magalhães
Nós somos da Pátria a guarda,
Fiéis soldados,
Por ela amados.
Nas cores de nossa farda
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Em nosso valor se encerra
Toda a esperança
Que um povo alcança.
Quando altiva for a Terra
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.
Como é sublime
Saber amar,
Com a alma adorar
A terra onde se nasce!
Amor febril
Pelo Brasil
No coração
Nosso que passe.
E quando a nação querida,
Frente ao inimigo,
Correr perigo,
Se dermos por ela a vida
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Assim ao Brasil faremos
Oferta igual
De amor filial.
E a ti, Pátria, salvaremos!
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
A paz queremos com fervor, etc.